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La Niña: Dias Mais Nublados e o Impacto na Incidência Solar

O Brasil atravessa uma frente fria desde outubro, com temperaturas mais amenas do que o comum para a época e mais dias nublados do que o previsto. Isto se dá devido ao fenômeno denominado La Niña. Este fenômeno é fruto do resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que acontece devido à intensificação dos ventos que sopram na faixa equatorial do leste para o oeste. O aumento desses ventos provoca a subida das águas profundas e frias do oceano na parte leste do Oceano Pacífico, que fica junto à América do Sul.



A subida das águas frias provoca uma mudança na circulação da atmosfera, mudando assim o clima de várias regiões, podendo causar muita chuva e enchentes, como na Colômbia e na Austrália, ou uma estiagem, como no Peru, Paraguai e Equador. Por ter um território extenso, os efeitos do La Niña são diferentes em cada parte do Brasil. Na Região Norte ocorrem chuvas abundantes que ocasionalmente causam enchentes. Na Região Nordeste também ocorre um aumento das chuvas. Na Região Sul, ocorre uma estiagem e aumento da temperatura. Já nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, as reações são imprevisíveis.


O La Niña acontece, geralmente, em intervalos de entre 2 a 7 anos e dura de entre 9 a 12 meses. A última vez que o fenômeno ocorreu foi entre os anos de 2010 e 2012. Atualmente, de acordo com um relatório do NOAA (Departamento de Meteorologia dos EUA), o fenômeno está acontecendo em um nível moderado e a previsão é que ele perdure até meados de 2022. Para a Região Sudeste, como tem ocorrido desde Outubro, a previsão é que as temperaturas sejam mais amenas, com dias nublados e chuvosos. Por isto, ocorre uma menor incidência solar na Região, podendo causar uma menor geração de energia solar pelos painéis solares.



Esse menor índice de incidência solar é apenas temporário. Durará enquanto durar o fenômeno e, como exposto acima, acontece com uma intensidade moderada. Ademais, apesar do fenômeno causar mais dias nublados e chuvas, de acordo com Giovanni Dolif, especialista da Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), as chuvas advindas ainda não serão suficientes para eliminar as consequências da crise hídrica. Há anos as chuvas acontecem de maneira errática, como é compatível com o aquecimento do planeta. Deste modo, será necessário vários anos seguidos de chuvas abundantes para plenamente recuperar os reservatórios.


A energia solar segue sendo a melhor opção para a geração de energia. Mesmo com um leve percalço causado por mais dias nublados, o fenômeno que causa esta mudança é passageiro, brando e natural. Enquanto isto, a crise hídrica é fruto do aquecimento do planeta, causado pela liberação dos gases do Efeito Estufa na atmosfera. Com energia solar, não há a liberação desses gases e nem a dependência das chuvas, gerando assim segurança energética e fazendo bem pro planeta e pro bolso do consumidor!

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