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Os Impactos da Crise Hídrica na Economia

Em meio a um cenário de crise econômica e pandemia da Covid-19, a crise hídrica que o Brasil atravessa durará até, pelo menos, meados de 2022. Há chances de que, caso o índice pluviométrico não atinja o esperado, ainda neste ano haja falta de energia. Mesmo que o índice pluviométrico atinja o esperado, será necessário que chova ainda mais para compensar o nível de sequidão do solo. De acordo com dados da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), as represas do Centro-Oeste e Sudeste atingirão menos de 10% de sua capacidade de armazenamento até o final de 2021.



A pandemia da Covid-19 intensificou a crise econômica que já se instalava no Brasil. A crise energética pela qual o país está passando pode prejudicar as tentativas de recuperação desta crise. É necessário a busca por uma solução viável e duradoura para esses problemas, em contrapartida às recomendações de economia de energia, que podem negativamente afetar a produção industrial. Para que o Brasil se recupere e se reestabeleça em toda sua prosperidade e grandeza, a resposta não pode ser a estagnação.


A diversificação das matrizes energéticas e a implementação de produção de energia sustentável é a solução para diversas esferas dos problemas econômicos e climáticos do Brasil. No que diz respeito à economia, o investimento na matriz energética solar não só gerará segurança energética para a produção, como gerará empregos do presente e do futuro. No Brasil, o setor de energia solar gerou 76 mil empregos no ano de 2020. Este ano, a previsão da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) é de que o setor gere 118 mil empregos.



A falta de energia elétrica e o aumento do preço da conta de luz também afeta a competitividade das empresas, prejudicando a sua produção. Para que o país se recupere da crise econômica e da pandemia da Covid-19 é necessário que haja uma base energética confiável e abundante. Um estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que nove de cada dez empresários estão preocupados com a crise hídrica. Dentre as preocupações estão o aumento do preço da energia, um possível racionamento e possíveis interrupções no fornecimento de energia.


Ademais, no que diz respeito ao clima, a falta de chuvas afeta a produção agropecuária e a pesca. Além disto, os extremos climáticos causados pela emissão de gases efeito estufa se tornarão cada vez mais frequentes nos próximos anos, o que faz com que as chuvas que alimentam as usinas hidrelétricas sejam inconstantes.


Desta maneira, estamos em um círculo vicioso, mas que pode ser transformado em um círculo virtuoso. Ao abandonar as matrizes energéticas poluentes, que causam extremos climáticos, haverá mais segurança energética, mais empregos, mais certeza para as empresas, mais efetivo combate à emissão de gases poluentes na atmosfera e, principalmente, uma produção muito mais barata e sustentável de energia.


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