• Rafael Lutterback

Reservatórios de Sudeste e Centro-Oeste registraram, em maio, o mais baixo nível desde 2001.

Represas de hidrelétricas dessas duas regiões, responsáveis por mais da metade da geração elétrica do país, registraram nível médio de 32,10% no fim de maio. Governo emitiu alerta de risco hídrico.


Reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste registraram no final do mês de maio, um armazenamento médio mais baixo para o mês desde 2001, ano em que o país enfrentou um racionamento de energia, apontam dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).


O Governo nega a necessidade de um novo racionamento. Entretanto, admite que a situação é grave e já emitiu alerta de risco hídrico, anunciando medidas para evitar a escassez deste elemento tão importante para a vida: a água.


Essa queda nos reservatórios desde já provoca o encarecimento das tarifas de energia, que já são bem altas, no país. E, no governo, há preocupação de que uma crise no setor elétrico possa prejudicar a recuperação da economia diante da Pandemia do Covid-19 e pressionar a inflação.


Segundo especialistas, a crise atual pode ser ainda mais grave do que a registrada em 2015, ano em que também houve riscos de racionamento.


Chuva abaixo da média


O Sudeste e o Centro-Oeste formam um único subsistema, na organização do sistema elétrico, que corresponde a mais da metade da capacidade de geração de energia no país.


Essas duas regiões abrigam as principais hidrelétricas brasileiras, mas sofrem há anos com chuvas abaixo da média. No último período de chuvas, entre novembro de 2020 e abril de 2021, for registrado o menor volume de chuvas dos últimos 91 anos. Mostrando que a crise não está para brincadeira.


Esse baixo nível dos reservatórios e a expectativa de que não haverá recuperação nos próximos meses, que são de seca nessas duas regiões, já geram preocupações de que o país possa enfrentar um novo racionamento de energia, pois, quanto mais se gasta, mais água é necessária para gerar mais energia.


Por enquanto, o governo nega o risco de falta de energia em 2021. Entretanto, em maio o Ministério de Minas e Energia montou um grupo para acompanhar a crise e propor medidas para enfrentar o agravamento da situação para o setor elétrico e evitar ainda mais o agravamento da situação.


Conta mais cara


Aprendendo com as necessidades, após o racionamento de 2001, o país promoveu a diversificação do sistema elétrico, ou seja, começou a investir em diferentes formas de geração de energia, como a térmica, eólica e solar.


É essa diversificação, especialmente o parque das usinas termelétricas que dá atualmente mais segurança ao sistema e permite que o país atenda às demandas de energia. Quando os reservatórios estão baixos, o governo reduz a geração das hidrelétricas (que geram energia com a força da água) e, no lugar, acionam as termelétricas (que geram energia através de combustíveis).


Entretanto, a energia gerada pelas térmicas é mais cara e mais poluente, pois essas usinas usam combustíveis, como óleo e gás natural, para produzir.


No entanto, a energia gerada por essas termelétricas é mais cara e mais poluente, pois essas usinas usam combustíveis, como óleo e gás natural, para produzir energia. Para cobrir esses custos extras, com o uso mais intenso de térmicas, em 2015 a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou o sistema de bandeiras tarifárias.


Esse sistema aplica uma cobrança adicional nas contas de luz em situações como a verificada atualmente no país.


Neste mês de junho, vigora no país o patamar 2 da bandeira vermelha, a mais cara. Isso significa que será cobrado nas contas de luz de todos os consumidores do país um valor adicional de R$ 6,24 para cada 100 kWh de energia consumidos.


Saiba mais sobre a cobrança de bandeiras tarifárias em nosso artigo completo. Clique aqui e acesse.


Energia Solar evita os gastos

Como nós sempre falamos por aqui, os usuários de Energia Solar Fotovoltaicas, ficam livres do pagamento de taxas de bandeiras tarifárias e não arcam com os aumentos suscetíveis do racionamento hídrico, pois usam uma fonte de energia inesgotável: o Sol.


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